Por que ser contra a Revolução?

Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da ordem. E por ordem entendemos, a paz de Cristo no Reino de Cristo. Ou seja, a Civilização Cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e anti-liberal.
Dr. Plínio Corrêa de Oliveira

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Visita da Imagem Sagrada de N.S. de Fátima ao Brasil


A foto acima mostra a Imagem Sagrada de Nossa Senhora de Fátima. Esta imagem é chamada de Imagem Sagrada, pois, estando exposta numa paróquia em Nova Orléans, verteu milagrosamente lágrimas humanas no dia 17 de julho de 1972. Investigação liderada pelo bispo de Nova Orléans concluiu não haver explicação natural para o fenômeno. Embora não se tenham verificados novos milagres, essa imagem percorre o mundo convidando todos os católicos a adorar Nosso Senhor Jesus Cristo e a venerar Sua Santíssima Mãe representada por ela.

No domingo passado, essa imagem estava de visita ao Brasil, mais especificamente à cidade de São Paulo. Assim, a convite de amigos, desloquei-me a São Paulo para ver pessoalmente a Sagrada Imagem e assistir à missa segundo o rito de São Pio V que foi rezada na ocasião.

A Sagrada Imagem foi exposta na Igreja de São Felipe Nery, numa periferia paulistana de classe média baixa. A igreja, bastante grande, estava completamente cheia. Estimei pelo menos duas mil pessoas presentes. Após a missa, que comento abaixo, a multidão seguiu em procissão ao redor do quarteirão da igreja e em seguida desfilou diante da imagem osculando as fitas. Como pode-se imaginar, tudo isso consumiu várias horas, sempre cantando hinos de louvor a Nossa Senhora e rezando o terço, mas ninguém, nem jovens nem velhos, arredou pé.

Digna de nota foi a missa rezada pelo Pe. Fabiano, segundo o magnífico rito de São Pio V. Já tive o privilégio de assistir à missa de São Pio V diversas vezes, mas esta foi notável pelo seguinte aspecto:
Foi a primeira vez que assisti à missa de São Pio V em meio a uma multidão tão grande. Para mais, a imensíssima maioria dos presentes, pessoas comuns, provavelmente não teve a menor preparação para essa missa. Não obstante, a participação dos fiéis foi exemplar. Em silêncio, devotamente e de olhar atento a tudo o que acontecia no altar, aqueles dois mil paulistanos suburbanos provaram-me definitivamente que a missa de São Pio V pode perfeitamente ser rezada para multidões. Embora a grande maioria dos presentes provavelmente nunca tenha assistido à missa antiga, não houve embaraços nem constrangimentos. Apenas alguns poucos presentes sabiam os momentos corretos de ajoelhar-se, levantar-se etc. e estes poucos foram suficientes para conduzir, pelo mero exemplo, a multidão a adotar a postura correta em cada parte da missa. Enganam-se, portanto, os que pensam que o Usus Antiquior é indicado apenas para pequenos grupos, de espiritualidade mais elevada. Foi também a primeira vez que vi um sacerdote usar microfone durante algumas partes da missa tridentina (mas não a missa toda!), o que certamente também ajudou a multidão a acompanhar a representação do Santo Sacrifício. Foram distribuídos folhetos bilíngües mas apenas uma fração dos presentes os utilizou. Embora úteis, não atribuo a esses folhetos o sucesso desta missa. Um pequeno mas afinado coral de freiras oratorianas acrescentou beleza e elevação espiritual a essa missa que provavelmente nunca esquecerei.

2 comentários:

  1. Uma análise interessante e de grande utilidade para os leitores internautas. Parabéns pela matéria, prof.

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  2. Fui criado nessa paróquia dos padres oratorianos, em Parque São Lucas e, embora more em outra cidade atualmente, tive a alegria de acompanhar em algumas ocasiões a celebração da Santa Missa no Rito Tridentino. Sinto saudades desse precioso rito, verdadeiro tesouro! Foi como estar no céu!

    Rodrigo

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