Por que ser contra a Revolução?

Se a Revolução é a desordem, a Contra-Revolução é a restauração da ordem. E por ordem entendemos, a paz de Cristo no Reino de Cristo. Ou seja, a Civilização Cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e anti-liberal.
Dr. Plínio Corrêa de Oliveira

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Educação no Brasil: do Império à República Velha

A educação pública foi uma prioridade dos estadistas do Império do Brasil. A dedicação e o apego de D. Pedro II à educação, a ciência e à cultura são reconhecidas até mesmo por seus críticos. No entanto, as dificuldades enfrentadas foram maiores que os recursos disponibilizados. Num país gigantesco, com uma população numerosa mas dispersa, os custos de criação de um sistema de ensino público, pois o ensino confessional havia sido desmantelado pelo Marquês de Pombal no século XVIII, eram enormes. As boas intenções dos imperadores traduziram-se em poucos resultados práticos. Apenas nas capitais provinciais havia alguma instrução pública e o Colégio D. Pedro II, uma escola de sucesso, não conseguiu ser copiado para além do modelo original.

Com a proclamação da República, não houve propriamente uma revolução educacional. Mas algumas características dos modelos então vigentes foram acentuadas. Sob inspiração do positivista Benjamin Constant Botelho de Magalhães (militar de carreira, positivista e republicano, foi ironicamente preceptor dos filhos de D. Pedro II e mais tarde ministro da instrução pública), o ensino público brasileiro tentou estruturar-se em moldes modernos, com a criação dos Grupos Escolares.

Os Grupos Escolares já eram escolas como nós as vemos hoje. Estavam alojados em edifícios públicos construídos para essa finalidade específica, com salas de aulas, pátios, oficinas, refeitórios etc. planejados para proporcionar uma educação moderna, laica, republicana, disciplinada e higienizante. A educação pública era a panaceia que iria tirar o Brasil do atraso secular e iguala-lo ao que havia de melhor na Europa e América do Norte. Era preciso mudar o país, começando por mudar sua juventude. Era preciso livrar os brasileirinhos do analfabetismo, mas também das superstições e dos hábitos arcaicos. Para isso, procurou-se formar profissionais do ensino em Escolas Normais, que ensinariam aos futuros professores as mais modernas técnicas pedagógicas, incluindo a duração ideal do recreio e da merenda.

Esse modelo educacional foi muito mais bem sucedido que os anteriores. Afinal, a população urbana aumentara muito de tamanho; imigrantes estrangeiros, mais dispostos a aceitar novidades, compunham agora, início do século XX, uma parcela significativa da população; e as poucas insurreições populares contra a modernidade (Canudos e Contestado, por exemplo) foram brutalmente reprimidas. Não obstante, o projeto positivista não vingou totalmente. Se na cidade os filhos dos operários, segregados em turmas por sexo e idade, aprendiam a estudar, com professores especializados, ao ritmo do relógio e da sirene, nas vastidões do sertão brasileiro as poucas escolas rurais ainda eram multisseriadas e unidocentes, onde alunos descalços aprendiam as primeiras letras em salas de aula de terra batida.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Como se combate o crime nos EUA

Porte de armas diminui criminalidade nos EUA
 Em Chicago, EUA, a capital do crime organizado, terra de Al Capone, a criminalidade está em baixa. A cidade reduziu drasticamente as taxas de praticamente todos dos crimes. Como fizeram? Simples. Autorizaram os cidadãos de bem a andar armados, o que aliás é de direito natural. Quem não quiser, não anda armado. Quem quiser usar armas, é responsável por elas e pelos acidentes que possa causar. É assim que um povo adulto legisla e faz.

"Um estudo publicado em Julho pelo Centro de Pesquisa de Prevenção ao Crime descobriu que 11,1 milhões de americanos têm permissão para porte velado de armas, um aumento de 147 % em relação aos 4,5 milhões de sete anos atrás. Enquanto isso, as taxas de homicídios e outros crimes violentos diminuiram 22 %."

Mas nas republiquetas latino-americanas, intoxicadas pelo marxismo cultural, continua-se a insistir no desarmamento dos cidadãos de bem, enquanto o crime aumenta assustadoramente até mesmo em cidades do interior.

Leia mais aqui.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

João Paulo II e a Liturgia

Original aqui. Negritos meus.

(...) Uma vez que a liturgia é uma parte tão fulcral da vida cristã, hoje desejo considerar alguns aspectos da renovação litúrgica, promovida de maneira tão vigorosa pelo Concílio Vaticano II como principal agente da renovação mais vasta da vida católica.

Considerar aquilo que se realizou no campo da renovação litúrgica ao longo dos anos desde o Concílio significa, em primeiro lugar, descobrir muitos motivos para agradecer e louvar sinceramente a Santíssima Trindade pela maravilhosa consciência que se desenvolveu entre os fiéis, acerca do seu papel e responsabilidade nesta obra sacerdotal de Cristo e da sua Igreja. Significa também reconhecer que nem todas as mudanças têm sido acompanhadas, sempre e em toda a parte, pelas necessárias explicação e catequese; consequentemente, nalguns casos houve mal-entendidos acerca da natureza mesma da liturgia, degenerando em abusos, polarizações e às vezes até mesmo em graves escândalos. (...)
 
 Agora, o desafio consiste em ir além de todos os mal-entendidos que se verificaram e alcançar o oportuno ponto de equilíbrio, de maneira especial entrando mais profundamente na dimensão contemplativa do culto, que inclui o sentido de respeito, reverência e adoração que são atitudes fundamentais no nosso relacionamento com Deus. (...) Eis o motivo por que é tão importante que o cânone litúrgico seja respeitado. O sacerdote, que é servidor da liturgia e não o seu inventor nem o seu produtor, tem uma responsabilidade particular a este propósito, a fim de não desvirtuar a liturgia do seu verdadeiro significado ou obscurecer o seu carácter sagrado. O âmago do mistério do culto cristão é o sacrifício de Cristo, oferecido ao Pai, e a obra de Cristo ressuscitado que santifica o seu Povo mediante os sinais litúrgicos. Por conseguinte, é essencial que quando se procura penetrar de maneira mais profunda no cerne contemplativo do culto, o mistério inesgotável do sacerdócio de Jesus Cristo seja plenamente reconhecido e venerado. Enquanto todos os baptizados participam nesse único sacerdócio de Cristo, nem todos o fazem em igual medida. O sacerdócio ministerial, arraigado na sucessão apostólica, confere ao sacerdote ordenado faculdades e responsabilidades que são diferentes daquelas que se atribuem aos leigos, mas estão ao serviço do comum sacerdócio e são orientadas para a revelação da graça baptismal a todos os cristãos (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1547). Portanto, o sacerdote não é apenas alguém que preside, mas aquele que actua na pessoa de Cristo. A Igreja deve ser hierárquica e polifónica.

(...) Sem dúvida, plena participação significa que cada membro da comunidade tem uma parte a desempenhar na liturgia; e a este propósito tem-se feito muito nas paróquias e comunidades em todas as partes da vossa Nação. Todavia, plena participação não significa que todos fazem tudo, dado que isto levaria a uma clericalização do laicado e a uma laicização do sacerdócio; e a intenção do Concílio não era esta. Assim como a Igreja, também a liturgia deve ser hierárquica e polifónica, respeitando as diferentes funções conferidas por Cristo e permitindo que todas as diversas vozes se amalgamem num único e grandioso hino de louvor.

Participação activa certamente significa que nos gestos, palavras, cânticos e serviços, todos os membros da comunidade tomam parte num único acto de culto, que não é absolutamente inerte nem passivo. Contudo, a participação activa não impede a passividade dinâmica do silêncio, da calma e da escuta: pelo contrário, exige-a. Por exemplo, os fiéis não são passivos quando escutam as leituras ou a homilia, ou quando acompanham as orações do celebrante, os cânticos e a música da liturgia. A seu modo, estas experiências de silêncio e de calma são profundamente activas. Numa cultura que não favorece nem promove o silêncio meditativo, a arte da escuta interior só se aprende com dificuldade. Aqui observamos como a liturgia, embora deva inculturar-se sempre de forma adequada, há-de ser também contracultural.

A participação consciente exige que a inteira comunidade seja instruída de modo propício nos mistérios da liturgia, para evitar que a experiência do culto degenere numa forma de ritualismo. Contudo, não significa que se deve procurar constantemente, no contexto da própria liturgia, tornar explícito o que é implícito, dado que isto com frequência leva a uma loquacidade e informalidade que são alheias ao Rito romano e termina por banalizar o acto do culto. Também não significa que se devem suprimir todas as experiências do subconsciente, as quais são vitais numa liturgia que se desenvolve mediante símbolos que falam tanto ao subconsciente como ao consciente. Sem dúvida, o uso da vernaculidade abriu os tesouros da liturgia a todos os seus participantes, mas isto não significa que a língua latina, e especialmente os cânticos que são adaptados de forma tão maravilhosa ao génio do Rito romano, devem ser totalmente abandonados. Se se ignora a experiência subconsciente no acto do culto, cria-se um vazio afectivo e devocional, e a liturgia pode tornar-se não só demasiado verbal, mas também exageradamente cerebral. Porém, o Rito romano distingue-se no equilíbrio que estabelece entre a sobriedade e a riqueza de emoções: alimenta o coração e o espírito, o corpo e a alma. (...)
  
É fundamental ter bem claro na mente o facto de que a liturgia está intimamente vinculada à missão evangelizadora da Igreja. Se não caminharem a par e passo, ambas vacilarão. (...)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A Igreja Horizontal (e de péssimo gosto)

Original: blog Fratres in Unum

A hermenêutica da ruptura, segundo os neo-modernistas; ou  Igreja pré-conciliar x Igreja pós-conciliar.
Quem nunca ouviu “antes do Concílio Vaticano II era assim… hoje é desse modo…”? Pois bem, desta feita é a própria CNBB, através do material que as comunidades católicas vão usar na Quaresma, que faz uso dessas comparações, evidenciando assim a linha neo-modernista de interpretação do Concílio Vaticano II como ruptura para com a Tradição e História da Igreja, hermenêutica que fora rechaçada por Bento XVI, em 2005.
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Capa dos Folhetos a serem usados na Campanha da Fraternidade de 2015

No que será o Sexto Encontro da Quaresma, os católicos do Brasil inteiro que aderirem aos grupos de orações nas casas, seguindo o material enviado pela CNBB, serão obrigados a dizer que antes do Concílio Vaticano II as pessoas só olhavam para Deus no céu e não viviam a fraternidade, com uma fé vertical, esquecendo-se da horizontalidade (sic!).

Somente com e a partir do CVII é que os católicos despertaram para uma fé com compromisso com Cristo, na pessoa dos irmãos e irmãs! E isso foi um resgate do evangelho. Ou seja, por quase dois mil anos de história a igreja não produziu nenhum efeito de sua fé. Nunca teve e manteve instituições de caridade, como hospitais, escolas, asilos, nunca proporcionou educação para os povos, nunca salvou as almas dos fiéis pela administração dos sacramentos, nunca teve santos que cuidassem das coisas celestes e terrestres de forma perfeita… só depois do CVII é que a Igreja passou a viver o Evangelho. E as piedosas almas que na Quaresma só queriam rezar os mistérios dolorosos do Rosário ou a Via-Sacra, e fazer sim caridade, são obrigadas a dizer que a fé de seus antepassados era descompromissada com a realidade, com os “irmãos e irmãs”.
Detalhe, tudo isso encontra respaldo numa pessoa: o Papa Francisco! Pela primeira vez na história da Campanha da Fraternidade um papa ganha as capas dos materiais relativos à mesma campanha. A CNBB está promovendo S.S Francisco com qual interesse? De onde veio esse súbito amor ao Papa?

O cardeal imanente



Obviamente, há muitas coisas na fala do Cardeal Maradiaga, braço direito do Santo Padre, com as quais podemos concordar. Ninguém é contra "levar a força do Evangelho a este mundo". É óbvio que temos que viver nossa Fé não apenas com palavras mas também com atos concretos.

Não obstante, a cosmovisão do Cardeal Maradiaga é prisioneira de um imanentismo que já seria chocante num leigo, quanto mais num Cardeal da Santa Igreja. Repare-se na (falsa) dicotomia por ele levantada: ir à missa e dar de comer a quem tem fome. Qualquer católico com o mínimo de formação sabe que seremos julgados por ambos. Uma Fé coerente implica numa série de compromissos práticos, incluindo a caridade com o próximo mas também o dever de assistir à Santa Missa. Assistir com devoção à Santa Missa é a expressão mais elevada de nosso amor a Cristo.

Na fala do Cardeal não poderia faltar o já habitual remoque aos "ritualistas". Caso o Cardeal Maradiaga, tenha se esquecido, faltar a missa de preceito sem causa justificada é pecado mortal, assim ensinou sempre a Igreja.

Original: Agência Ecclesia (grifos meus)

S.Em. Cardeal Maradiaga
 Lisboa, 13 dez 2014 (Ecclesia) – O presidente da Cáritas Internacional, cardeal Oscar Mariadiaga, afirmou hoje em Lisboa que o católico praticante é o que “põe em prática a sua fé” e o que a “privatiza” no interior de um templo é “ritualista”.

A pergunta final não será se foste ou não à missa, antes se deste de comer a quem tem fome. Por isso, não podemos privatizar a fé dentro de um templo, numa celebração litúrgica”, afirmou o presidente da Cáritas Internacional na conferência “Dimensão Social da Evangelização no Mundo de Hoje”, promovida pela Comissão Nacional Justiça e Paz.

Para o cardeal Maradiaga, o cristianismo tem de ser “contagioso” e chegar a todos os setores sociais, económicos e políticos. “Se temos algum amigo político ou representante no Parlamento, evangelizemo-lo! Se ele não leva a Doutrina Social da Igreja às leis não é praticante, é ritualista”, afirmou arcebispo de Tegucigalpa, nas Honduras. Para o cardeal Maradiaga, é “importantíssimo” fomentar a “coerência entre a fé e a vida”, a única forma de acontecer na Igreja uma “verdadeiramente renovação”. “Não podemos fechar-nos na afirmação ‘sempre se fez assim’, nem podemos seguir um modelo exclusivo.  Não posso ficar na casa paroquial à espera que as pessoas venham a té mim: tenho de sair”, afirmou o presidente da Cáritas Internacional. Para o arcebispo, que preside também ao Conselho de Cardeais que o Papa criou para o auxiliarem na reforma da Cúria Romana, não pode haver “medo de levar a fé ao mundo da política”.
“Temos o tesouro da Doutrina Social da Igreja capaz de transformar as injustiças sociais em que vivemos. Mas cada um tem de assumir as suas responsabilidades e vivê-la na prática, não só com palavras”, sustentou.

D. Oscar Maradiaga defende que a opção preferencial pelos pobres passa hoje pela “mudança do sistema económico em que vivemos”. “Às vezes pensamos que são os políticos que decidem, mas são os grandes grupos económicos que motivam e ordenam aos políticos o que devem fazer”, recordou. O presidente da Cáritas Internacional defende que no lugar do dinheiro como “valor principal” é necessário colocar a pessoa humana; as teorias sobre a globalização da económica devem dar primazia à “globalização da solidariedade”; e a defesa do “desenvolvimento sustentável” tem de ser substituída pela ideia de “desenvolvimento humano sustentável”. O cardeal Maradiaga recordou que a bolsa de valores “não tem valores, apenas tem dinheiro”. “É necessário levar a força do Evangelho a este mundo”, apelou.
D. Oscar Maradiaga, presidente da Cáritas Internacional, participou hoje na conferência “Dimensão Social da Evangelização no Mundo de Hoje” promovida pela Comissão Nacional Justiça e Paz em parceria com a Rede Europeia Anti-Pobreza/Portugal e a Cáritas Portuguesa, que decorreu no Forum Picoas, em Lisboa.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A Educação no Império Brasileiro

O que salta aos olhos ao lermos sobre a educação brasileira é o divórcio entre as boas intenções e os resultados alcançados.

Em 1824, na primeira constituição brasileira é assegurado a todos os brasileiros o direito a educação pública e gratuita e, em 1827, é ordenada a construção de escolas em todos os locais populosos do Brasil. No entanto, com uma nota tipicamente brasileira, não foram alocados recursos para isso, ficando a cargo das autoridades municipais e provinciais disponibilizar os meios para a concretização desses objetivos ambiciosos. As dimensões territoriais imensas, a dispersão da população por grandes áreas e a exiguidade financeira da administração pública impediram que as boas intenções dos estadistas do império deixassem o papel. D. Pedro II era um homem de visão e de grande apreço pelo papel da ciência e da educação. No entanto, mesmo assim os resultados obtidos durante do seu longo reinado foram bastante modestos, circunscritos a poucas escolas nas capitais provinciais, além do Colégio D. Pedro II, escola de élite cujo exemplo infelizmente não foi replicado em outras cidades.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A crise é dos bispos

É lamentável e triste dizer mas é um fato já bem conhecido desde os anos 60: a crise da Igreja é uma crise de bispos. Há almas bem intencionadas, mas ingênuas (ou talvez nem tanto) que pretendem que a crise na Igreja seja causada unicamente por fatores externos a ela. Segundo esse raciocínio, o clero atual é no geral conservador e ortodoxo, mas foram os fiéis que se deixaram seduzir pelo mundo. Esse argumento é insustentável diante dos fatos. Veja-se, por exemplo, o simpósio organizado conjuntamente pela CNBB e pelo MST esta semana, às vésperas do Natal. Não por acaso, segundo pesquisa recente, 60 % dos ex-católicos latino-americanos disseram que trocaram o catolicismo pelo protestantismo por falta de pregação moral na Igreja (veja aqui).

Original: site da CNBB



Com a finalidade de promover o debate político, apontar desafios e formular propostas para enfrentar a questão agrária brasileira na atualidade, acontece dias 10 e 11 de dezembro o seminário “Questão Agrária e Desigualdades”.

O evento será realizado no Hotel Nacional, com início previsto às 9h. Na conferência de abertura estarão o bispo de Ipameri (GO) e presidente da Comissão para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang, e o representante do Movimento dos Trabalhos Rurais sem Terra (MST), Alexandre Conceição. Na quarta-feira, 10, haverá três painéis, sendo um sobre “Movimento social por terra, trabalho e teto”, com a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, do coordenador nacional do MST, João Pedro Stedile, e do ministro da secretaria geral da presidência da república, Gilberto Carvalho. Na sequência, será debatido o tema “Estado e as políticas agrárias recentes” e, em outro painel, “Clamores sociais e questões territoriais”. Desafios e propostas No dia 11, serão discutidas, no painel 4, as dimensões da questão agrária brasileira e seus desdobramentos políticos. No período da tarde, terá exposição sobre a atualidade brasileira e perspectivas. Haverá, ainda, o painel sobre “Os desafios e propostas para o enfrentamento da problemática agrária”. As entidades e organizações indicaram três representantes que irão participar dos grupos para apontar os principais desafios e ações de trabalho.

São esperados para o evento pesquisadores, lideranças religiosas e políticas, docentes, representantes de movimentos afins, entre outros interessados na temática. O Seminário é uma promoção da CNBB, MST e Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA). O encerramento do Seminário está previsto para às 17h30, com a solenidade e apresentação das ações encaminhadas para às políticas agrárias.

Confira o folder do evento.